Diamante d’Almerita Passito 2017 — Um vinho para celebrar com classe.
Os primeiros vinhos produzidos na Antiguidade eram, em grande parte, vinhos doces. Longevos e naturalmente mais resistentes, conservavam-se melhor e, por isso, eram mais fáceis de transportar e exportar para regiões distantes de seus locais de produção.
Ao longo dos séculos, os vinhos doces viveram momentos de maior ou menor prestígio, tendo sido, em parte, injustamente relegados pela modernidade. Felizmente, nos últimos anos, vêm recuperando a apreciação que merecem.
Assim como acontece com os vinhos secos, a tecnologia aprimorou sua produção. Entre as técnicas mais tradicionais está o appassimento, prática já conhecida pelos gregos, na qual as uvas são desidratadas ao sol — ainda na própria planta ou posteriormente em prateleiras — para concentrar açúcares e aromas.
Conhecidos como “vinhos de meditação”, são vinhos complexos, de grande personalidade e capazes de acompanhar muito mais do que sobremesas. Harmonizam brilhantemente com queijos renomados e diversos produtos de caráter gourmet.
Cada região italiana possui castas tradicionalmente destinadas à elaboração desses vinhos. Nas últimas décadas, porém, algumas variedades brancas normalmente utilizadas para vinhos secos também passaram a ser empregadas com resultados surpreendentes.
Na Sicília, a Moscato, de antiga origem mediterrânea, encontrou condições excepcionais de adaptação ao território, ao solo e ao clima ensolarado da ilha, tornando-se uma das principais protagonistas dos vinhos doces sicilianos.
As grandes vinícolas da região costumam manter exemplares dessa tipologia em seus portfólios, ainda que em pequenas quantidades. São vinhos de produção limitada e, consequentemente, de preço mais elevado, o que também contribui para que sejam menos consumidos.
É nesse universo que encontramos a renomada Tasca d’Almerita, uma das grandes referências da vitivinicultura siciliana. Uma empresa moderna, mas profundamente ligada à tradição e à sua história familiar, possui diversas propriedades e vinhedos espalhados pela ilha, além de um sofisticado resort. Seus vinhos estão presentes em importantes adegas, restaurantes, hotéis e até cruzeiros ao redor do mundo.
A Tasca d’Almerita produz dois vinhos dessa tipologia: o Diamante e o Capofaro, este último elaborado com Malvasia na ilha de Salina.
O Diamante nasceu de uma história particularmente afetiva. Foi concebido para celebrar as bodas de diamante — 60 anos de casamento — do Conde Giuseppe Tasca d’Almerita. A primeira safra comercial foi lançada em 2002, fazendo deste vinho uma verdadeira expressão de legado, tradição e memória familiar.
Diamante d’Almerita Passito 2017 — Tasca d’Almerita
Cor: Amarelo intensamente dourado.
Perfume: Bouquet amplo e intenso, naturalmente aromático. Nesta safra, elaborada com Moscato e um pouco de Traminer, destacam-se aromas de frutas amarelas muito maduras ou cristalizadas, acompanhadas por discretas notas de frutas secas, mel e seus derivados.
Sabor: Doçura muito bem calibrada, sem excessos. Um vinho equilibrado, de bom corpo e acidez refrescante.
Resumo: Os nove anos de evolução em garrafa contribuíram para um resultado elegante e aristocrático. Nada exagerado ou excessivamente exuberante: aqui, a doçura encontra uma acidez bem integrada, proporcionando maciez, textura aveludada, frescor e boa persistência.
Um vinho para ser apreciado sem pressa, acompanhado de boas conversas e grandes momentos.
Um Passito para celebrar a vida com classe — e com aquela aristocracia tão característica da assinatura Tasca d’Almerita.
Classificação: VINO VINO